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Coletivos feministas: como funcionam as redes de apoio e acolhimento para mulheres

  • 1 day ago
  • 2 min read

Organizações feministas utilizam o embasamento teórico e a troca de experiências para fortalecer mulheres e enfrentar o preconceito nos âmbitos acadêmico e profissional.

por Laina Moraes

Coletivos feministas são organizações voltadas para o empoderamento, a busca pela igualdade de gênero e o enfrentamento do machismo e do sexismo. Suas atividades incluem o acolhimento de mulheres, a formação política, o compartilhamento de experiências e a articulação para a garantia de direitos, o combate à violência e a promoção da autonomia feminina.

Em entrevista a coordenadora estadual do Núcleo de São Paulo do coletivo feminista Tamo Juntas, nos explicou que o foco do coletivo é atender mulheres vítimas de violência: “ela se vê nessa questão de violência política, violência de gênero e com muitas demandas com mulheres administração de violência e ela pensa em criar então nas redes sociais, a “Tamo juntas”, outras companheiras se juntam e nasce a coletiva.”

Ela ainda reforça que o objetivo do coletivo sempre será a luta das mulheres por uma sociedade melhor de se conviver: “Então, a romperem o ciclo da violência, porque a violência contra as mulheres, ela é democrática, mas ela atinge todas as mulheres, as pretas, as brancas, as ricas, as pobres, as indígenas. Claro, a gente tem um recorte que as pretas, periféricas, sofrem muito mais. As pesquisas estão aí para provar. Mas a gente quer que as pessoas vejam que a Tamo Juntas luta pelo fim da violência contra as mulheres.”

Os coletivos feministas são redes de apoio para o acolhimento e o fortalecimento de mulheres. A troca de experiências converte vivências em mobilização política. Por meio da educação popular e do embasamento teórico, esses grupos promovem a desconstrução do machismo e combatem o assédio, o preconceito e a violência de gênero no meio acadêmico, profissional e social. O foco recai sobre a saúde e os direitos reprodutivos, com defesa da autonomia corporal e assistência direta.

A atuação desses grupos utiliza a interseccionalidade e reconhece que opressões de raça, classe e sexualidade impactam as mulheres de formas distintas. Como instâncias de resistência política, os coletivos planejam ações e intervenções sociais para a ocupação de espaços de decisão e a garantia da igualdade de direitos. Documentos como a Cartilha de Coletivos Feministas da USP e estudos da SciELO indicam que a organização coletiva colabora para a emancipação e a transformação da vivência feminina.

A Central de Notícias da Rádio Vila Alpina é uma iniciativa do Projeto “Ponto de Cultura”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo

 
 
 

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